“Algumas histórias não precisam ser extraordinárias para merecer uma fotografia. Basta que sejam nossas.”

Prazer, Jé.


Antes de fotógrafa, sou alguém que gosta de observar a vida acontecendo.

Sou mãe da Aurora, leitora apaixonada, daquelas que têm sempre um livro por perto, e uma pessoa profundamente interessada nas histórias que existem por trás de cada pessoa.

Gosto das pequenas coisas. 

Das conversas demoradas, dos gestos espontâneos, das relações que se revelam nos detalhes. 

Talvez por isso a fotografia faça tanto sentido para mim.

Com a chegada da maternidade, meu olhar também se transformou. 

Passei a compreender, de uma maneira ainda mais íntima, a beleza e a complexidade dos dias comuns. 

Aqueles que, enquanto acontecem, parecem tão simples, mas que um dia gostaríamos de poder revisitar.


É desse lugar que nasce a minha maneira de fotografar.


Não acredito em fotografias que precisam parecer perfeitas para serem bonitas. 

Acredito nas histórias reais, nas pessoas sendo quem são, nos abraços demorados, nas mãos que procuram outras mãos e nos pequenos acontecimentos que dizem tanto sobre nós.

Meu trabalho é uma mistura de sensibilidade, observação e intenção. 

Gosto de criar um ambiente em que as pessoas possam se sentir à vontade, sem a obrigação de corresponder a uma imagem idealizada de si mesmas.

Fotografo famílias, maternidades, casais, encontros e celebrações. 

Histórias diferentes, mas que têm algo em comum: todas merecem ser lembradas com verdade.

Porque, no fim, acredito que a fotografia tem menos a ver com guardar a aparência de um momento e mais com preservar aquilo que ele nos fez sentir.


E é isso que desejo entregar a cada pessoa que confia sua história ao meu olhar.